segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Não foi no Japão e nem mesmo um Imperador e sim na CHINA de Mao Tse Tung

Isso não foi no Japão e sim na CHINA e não foi o IMPERADOR e sim Mao Tsé-Tung pois ele foi professor e a sua plataforma sempre foi a educação e após a revolução ele fez com que o único que poderia ser referenciado era o PROFESSOR simbolizando sua ação em um evento aonde o ele se curvou para o professor de sua cidade natal.
Não e em nenhum país ouve essa prática por nenhum rei ou imperador, possa até ser que hoje se faça isso mas quem realmente implantou esse pensamento foi na CHINA de Mao Tse Tung após a revolução.
Vocês acham que o IMPÉRIO do SOL NASCENTE cheio de ORGULHO iriam fazer isso no tempo das revoluções trabalhistas?

segunda-feira, 12 de março de 2012

A História das Coisas (The Story Of Stuff)



Eu sei que grande parte das senhoras e senhores, que visitam o PortalCab frequentemente, costumam vir atrás de vídeos engraçados e tal. Mas é que, as vezes, encontro uns vídeos bem interessantes que fazem você pensar sobre toda a sua existência e que, embora ele frite grande parte dos seus neurônios com tal atividade, são extremamente necessários para lhe formar como pessoa. O "Story Of Stuff" que eu vi no blog do Marco Gomes é um desses vídeos reflexivos que não podem deixar de serem assistidos! =)
 A História das Coisas é um vídeo um pouco longo, 20 minutos, mas que mostra como ninguém o atual meio de produção utilizado pelos habitantes humanos da Terra e o quão errado ele está. Numa tentativa desesperada de mostrar o real custo de nosso hábito consumista o vídeo consegue conscientizar sim as pessoas que o assistem. Eu mesmo, se tivesse assistido ao tal vídeo antes, não teria comprado caixas de som novas para o meu computador. =|
 O vídeo é narrado por uma simpática ativista chamada Annie Leonard. Segundo o vídeo, ela gastou 10 anos viajando pelo mundo em atividades contra a agressão ao meio-ambiente. Nessas viagens, ela conseguiu ter uma bela visão de como funciona nosso meio de produção hoje em dia, viu o quanto errado ele está e decidiu alertar, de uma maneira muito simples e explicativa que qualquer leigo, como eu, entenderá todo o atual problema. =)
 É verdade que o vídeo é voltado a população americana, afinal, eles tem apenas 5% da população mundial mas mesmo assim consumem 25% de todos os recursos produzidos em nosso planeta. Mas como as classes sociais brasileiras mais altas se assemelham ao estilo de vida americano, seria bem interessante assistir ao vídeo e se conscientizar do problema para não cometer o mesmo erro que os nossos "amigos" dos países desenvolvidos estão cometendo. =|
 Eu sei, é um saco assistir um vídeo de 20 minutos quando você poderia estar assistindo outros 10 menores e mais engraçadinhos. Mas eu mais do que tudo recomendo que você, como toda sua família, assista ao vídeo da História das Coisas. Você entenderá todo o problema e passará a dar mais valor as suas coisas velhinhas mas que ainda funcionam, tal como o pálido ponto azul, que chamamos de lar.

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Não entre em Pânico na TV: isso é sintoma de psicopatia



panico velorio amy winehouse Não entre em <i>Pânico na TV</i>: isso é sintoma de psicopatia
Por Marcos Antonio Araujo
Pânico na TV nunca foi um programa humorístico. Se, em alguns mal-humorados, causa gargalhadas histéricas e risadas nervosas, isso só reforça a impressão: aquilo é uma antessala de hospital psiquiátrico.
Sóciopatas sempre existiram, mas se tornaram comuns nesta sociedade doente em que vivemos. Por que não teriam um horário na TV só para eles? É democrático. Política de cotas.
Não estou exagerando: o que caracteriza os chamados psicopatas é serem sedutores, divertidos, simpáticos, ardilosos, mas alheios aos direitos e sentimentos dos outros. São cruéis e manipuladores. Do mal.
É isso que faz a “atração” da Rede TV!: seduz a audiência para praticar com ela os atos mais covardes e egoístas. Ri da desgraça alheia, humilha e ridiculariza. Com uma característica patológica: sem remorso. Fica indiferente ao prejuízo que causa. Diverte-se com o que deveria despertar afeto ou compaixão.
É um manicômio com direito a visita íntima, mas só que diante de milhões de pessoas. Assiste quem quer, é bom ressaltar. Claro que mulheres seminuas ajudam a criar o clima de sedução. Vende o corpo quem quer, é bom ressaltar.
O ápice dessa demência exibicionista e destrutiva se deu no velório da cantora Amy Winehouse. Uma equipe do programa, camuflada, mentirosa, impostora, se fez passar por amigos da família e ficou lá, simulando choro, fazendo pose e dando entrevistas comoventes para a imprensa internacional. Mórbido. Doentio.
Os tais humoristas se acharam o máximo, como se houvesse algum valor em se apropriar do luto e da morte de outras pessoas. Como se fosse engraçado passar por cima de um cadáver. Depois, ficaram rindo um para o outro, como loucos.
Se alguém achou graça nessa maldade inútil, procure um psiquiatra: é um profissional preparado para ouvir uma piada idiota dessas e entender que a coisa é séria.
Nos livros médicos, ficamos sabendo que “o sociopata possui tendência para enganar, mentir repetidamente, usar nomes falsos e ludibriar os outros para obter vantagens pessoais ou prazer”.
Não por acaso, o programa se chama Pânico. É o ponto de partida: assustar sem motivo, provocar reação desordenada, se espalhar pela multidão. Perder o controle. No caso, o controle remoto. Porque bastava um clique e pronto, estava tudo encerrado. Mas não.
É um caso de mau-humor público. O Ministério da Saúde adverte: “Rir é muito bom. Mas cuidado, não entre em Pânico!”.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Crying In The Rain A-Ha

Chorando Na Chuva


Eu nunca deixarei você ver
O jeito que meu coração partido está me machucando
Eu tenho meu orgulho e eu sei como esconder
Toda a minha tristeza e sofrimento.
Eu chorarei na chuva...

Se eu esperar pelos céus tempestuosos,
Você não distinguirá a chuva
Das lágrimas nos meus olhos,
Você nunca saberá que eu ainda te amo tanto.
Então, embora os desgostos permaneçam, Eu chorarei na chuva...

Gotas de chuva caindo do céu
Nunca conseguiriam tirar meu sofrimento.
Porém, já que não estamos juntos,
Eu rezo por tempo chuvoso
Para esconder estas lágrimas que eu espero que você nunca veja.

Algum dia quando meu choro estiver acabado,
Eu vou exibir um sorriso e caminhar ao sol.
Eu talvez seja um tolo, mas até lá,
querida, você nunca verá eu me queixar
Eu chorarei na chuva...

Porém, já que não estamos juntos,
Eu rezo por tempo chuvoso
Para esconder estas lágrimas que eu espero que você nunca veja.

Algum dia quando meu choro estiver acabado,
Eu vou exibir um sorriso e caminhar ao sol.
Eu talvez seja um tolo, mas até lá,
querida, você nunca verá eu me queixar
Eu chorarei na chuva...

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Tempo Não Para


O Tempo Não Para

Cazuza

Composição: Cazuza / Arnaldo Brandão
Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
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terça-feira, 21 de junho de 2011

EMPREGADA DOMÉSTICA: UM “ANIMAL” EM EXTINÇÃO



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A definitiva abolição da escravatura está prestes a ser assinada. Enfim, o Brasil vai libertar as últimas mucamas. O cativeiro social em que vivem as empregadas domésticas deste país vai ser explodido. Madames, tremei!
O governo vai enviar ao Congresso um projeto de lei que retira as "mensalistas" do porão da informalidade e as equipara a trabalhadores normais (sinal que nunca foram, não é mesmo?). Passariam a ter direito, vejam só, ao  FGTS, seguro-desemprego e horas extras.
Se quisermos de fato entrar para o mundo capitalista civilizado, um bom treino é limpar a própria privada. Isso vai soar uma brutalidade para as senhoras de classe média que nunca ensinaram seus filhos a lavar os pratos em que comem. Paciência. O mundo é cruel.
Não tanto como a relação de sinhá moça que alguns adolescentes bem nascidos e seus pais mal-educados estabelecem com a criadagem. Sim, as empregadinhas, jardineiros, cozinheiras, babás e faxineiras que se entopem nos ônibus e trens, vindas das mais longínquas senzalas.
Em nossa cultura cínica e cordial, é lugar comum dizer que as empregadas domésticas fazem parte da família. Sempre vomito quando ouço isso. E lembro de uma vizinha que guardava um prato, uma caneca, um garfo e uma faca debaixo da pia. Juro. Eram para a "moça da faxina".
Também me lembro de uma jovem da elite nordestina que, uns cinco anos atrás, pagava R$ 25 por dia para a faxineira, sergipana como ela, que limpava seu “duplex” em um bairro nobre de São Paulo. Perguntada sobre por que não pagar mais, ela disse, sem nem perceber o quanto estava sendo malévola: “Ela se vira muito bem com isso”.
O crescimento econômico, aliado à escolarização dos mais pobres, vai tornar cada vez mais rara essa figura que nunca sai nas fotos de família. Assim como nos países desenvolvidos, ter uma doméstica em casa vai passar a custar muito, muito caro.
Como disse o ex-deputado Delfim Neto, com aquela elegância tão discreta quanto sua silhueta: “Há uma ascensão social incrível. A empregada doméstica, infelizmente, não existe mais. Quem teve este animal, teve. Quem não teve, nunca mais vai ter.”
Não tenho palavras para comentar uma frase dessas. Mas saber que ela é o retrato de um pensamento prestes a ser extirpado me dá um prazer indescritível.  Prazer animal.
Veja mais: Retira do Blog O PROVOCADOR 

domingo, 12 de junho de 2011

A HIPOCRISIA DO AMOR AO POVO

Pensamento
Agostinho da SilvaAgostinho da SilvaPortugal1906 // 1996Filósofo/Poeta/Ensaísta
A Hipocrisia do Amor ao Povo
 Estes amam o povo, mas não desejariam, por interesse do próprio amor, que saísse do passo em que se encontra; deleitam-se com a ingenuidade da arte popular, com o imperfeito pensamento, as superstições e as lendas; vêem-se generosos e sensíveis quando se debruçam sobre a classe inferior e traduzem, na linguagem adamada, o que dela julgam perceber; é muito interessante o animal que examinam, mas que não tente o animal libertar-se da sua condição; estragaria todo o quadro, toda a equilibrada posição; em nome da estética e de tudo o resto convém que se mantenha.

 Há também os que adoram o povo e combatem por ele mas pouco mais o julgam do que um meio; a meta a atingir é o domínio do mesmo povo por que parecem sacrificar-se; bate-lhes no peito um coração de altos senhores; se vieram parar a este lado da batalha foi porque os acidentes os repeliram das trincheiras opostas ou aqui viram maneira mais segura de satisfazer o vão desejo de mandar; nestes não encontraremos a frase preciosa, a afectada sensibilidade, o retoque literário; preferem o estilo de barricada; mas, como nos outros, é o som do oco tambor retórico o último que se ouve. 
 Só um grupo reduzido defende o povo e o deseja elevar sem ter por ele nenhuma espécie de paixão; em primeiro lugar, porque logo reprimiriam dentro em si todo o movimento que percebessem nascido de impulsos sentimentais; em segundo lugar, porque tal atitude os impediria de ver as soluções claras e justas que acima de tudo procuram alcançar; e, finalmente, porque lhes é impossível permanecer em êxtase diante do que é culturalmente pobre, artisticamente grosseiro, eivado dos muitos defeitos que trazem consigo a dependência e a miséria em que sempre o têm colocado os que mais o cantam, o admiram e o protegem. 
 Interessa-nos o povo porque nele se apresenta um feixe de problemas que solicitam a inteligência e a vontade; um problema de justiça económica, um problema de justiça política, um problema de equilíbrio social, um problema de ascensão à cultura, e de ascensão o mais rápida possível da massa enorme até hoje tão abandonada e desprezada; logo que eles se resolvam terminarão cuidados e interesses; como se apaga o cálculo que serviu para revelar um valor; temos por ideal construir e firmar o reino do bem; se houve benefício para o povo, só veio por acréscimo; não é essa, de modo algum, a nossa última tenção. 

Agostinho da Silva, in 'Considerações'Tema(s): Povo Ler outros pensamentos de Agostinho da Silva